Sobre os Saberes
Julho 6, 2008
” …devemos imitar as abelhas, e tudo o que acumularmos como nossas diferentes leituras devemos ordenar (melhor se conservam as coisas, se estão em lugares certos) e, após, com todo o nosso esforço e a nossa inteligência, unir em um só saber todos os diversos conhecimentos, de forma a que se consiga perceber a sua origem e se possa demonstrar, igualmente, a sua transformação. Podemos perceber que a natureza faz o mesmo com o nosso corpo sem que o percebamos. Os alimentos que absorvemos… tornam-se sangue e nos dão força. Façamos o mesmo com o alimento do espírito, não permitindo que aquilo que absorvemos mentalmente continue igual, e sim passe a ser outro.Temos que digerí-los para que não alimentem apenas nossa memória, mas também a nossa inteligência. Esforcemo-nos para assimilá-los e fazê-los render a fim de que um se transforme em muitos, como se faz um só número de muitos, a partir da soma de quantidades pequenas desiguais. Que nosso espírito faça o mesmo: que dissimule tudo com o que se nutriu e apresente somente o resultado final.
…
Observa de qunatas vozes é formado um coro. No entanto, todas elas formam apenas uma, a aguda, a grave e a média. Juntam-se as vezes masculinas e femininas, acompanhadas pela flauta. Todas elas ficam indistintas e ouve-se apenas o conjunto.
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Desejo que nosso espírito faça o mesmo. Que seja rico de conhecimentos, de preceitos, de exemplos tomados de épocas diferentes, mas que aspirem a unidade. …”
(Apendendo a Viver – Sêneca)
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